Do livro Rascunhos para uma coordenação pedagógica


Sobre o papel da coordenação pedagógica.
Caro (a) coordenador (a),
Questiona-se muito sobre o papel da coordenação pedagógica. Como ela deve atuar, principalmente nas séries finais do ensino fundamental, se não é detentora do conhecimento de todas as disciplinas que são ministradas? Como orientar os professores? Essa é uma tarefa complexa e que exige muita dinâmica no dia-a-dia que compõe a rotina escolar.
A coordenação pedagógica, geralmente exercida por profissional graduado (a) em pedagogia, exige realmente que este (a) seja “Cientista do saber”. Todos os seus momentos são dedicados a estudos que possibilitem melhoria na educação, e isso é um processo que nunca pára. Em resumo, ser educador (a) é um ofício para quem gosta de ler, escrever, pesquisar e produzir.
Apesar da definição da função para a coordenação pedagógica ter grande complexidade, deve-se atentar para o significado lato da palavra coordenação, que é: co-ordenar. Co-ordenar quer dizer ordenar coletivamente, em conjunto, ou seja, integrar e, consequentemente, prever e prover aproximações (“aproximar + ações”) nas atividades, a partir do que se explicitou no plano de trabalho. O (a) coordenador (a) pedagógico (a) é um (a) especialista em refletir sobre o trabalho em sala de aula. Sua principal tarefa é mediar a teoria com a prática, dando suporte essencial para o professor. Cabe-lhe promover, conjuntamente, a elaboração de propostas pedagógicas que viabilizem o ensino-aprendizagem, facilitando a didática, auxiliando o professor na sua formação. Diante do planejamento e dos planos escolares as coordenações pedagógicas devem exercer um papel de co-elaboradoras e disseminadoras das idéias que forem postas no papel, imprimindo-lhes entusiasmo e dinamismo junto com os professores. É sua responsabilidade promover também a integração dos pais e alunos nas atividades escolares, aproximando a comunidade e escola nos projetos educacionais e sociais entre outros.
Imagine alguém que quer alcançar o sonho de usufruir de uma viagem a um lugar paradisíaco. É preciso que os acontecimentos sejam previsíveis (apesar de coisas novas poderem acontecer) e, diante dos fatos acontecidos, vividos, deve-se adotar medidas para se aproveitar o máximo da viagem. Tal é a situação de uma coordenação: sonhar com uma escola diferente, que seja o espaço de ensino e aprendizagens alegres e exitosas e, para que essa condição se efetive, deve-se buscar meios para que elas se realizem.

“Dê-me uma alavanca bastante comprida e um momento de apoio bastante forte, e sozinho moverei o mundo”
(Arquimedes)

“Você será capaz de sacudir o mundo”
(Raul Seixas)

As duas frases acima traduzem bem a idéia de ações transformadoras mediante a vontade. Tudo pode ser uma possibilidade. Você é protagonista da sua história. Faça-a e compartilhe seus sucessos e vitórias. O mundo conta com você. Comece agora e não pare jamais.

Do livro: Rascunhos para uma coordenação pedagógica.
Autor: José Espedito Félix Martins

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Por quê tempo?


Vivemos em um mundo onde tudo ganha velocidade, onde o tempo é curto para nossos afazeres. Nesse tempo sem tempo não percebemos muitas coisas da vida, não trocamos o “grau” das nossas lentes há muito. Algumas pessoas nem sabem que “óculos” existem e que são eles que nos fazem perceber o que nos rodeiam.

Óculos de lentes fracas, faz-nos enxergar de forma distorcida. Mas esses tipos de lentes só nós podemos escolher. Não há oftalmologista para esse trabalho.
Às vezes as horas parecem intermináveis, basta se lembrar de um momento de espera ansiosa, mas em outros momentos reclamamos que não tivemos tempo. Por quê? Medo? Incapacidade de lidar com as coisas?
Lembro-me dos dias de inverno na minha vila, os dias eram tão longos que pareciam semanas, isso nos fazia pensar sobre o tempo, as coisas, o nome das coisas… Você já pensou sobre o nome das coisas? Elas (as coisas) ou seus nomes parecem esquisitos e sem propósito.
Hoje relembro que o tempo é mais relativo do que pensamos, mas não é só o tempo, nossas ideias também. Quanta diferença de outrora! Melhor agora ou antes? Essa é uma resposta que exige pensarmos além da materialidade das coisas, exige mergulhamos em nosso âmago. Mesmo assim ainda não teremos certeza de nada, apenas saudades, tristezas, lembranças… O que isso significa para nossa vida, também não sei, mas sei que “vivo” ou me sinto mais gente ao refletir sobre tudo isso.
E para encerrar essa minha indaga, lembro uma frase bela de Sheakspeare: “Toda despedida é dor, tão doce todavia que eu te daria boa noite até que amanhecesse o dia”

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Em tempo de rascunho é bom lembrar


A vida é como uma tela a óleo, cada um tem seu estilo próprio de pintar, quer seja na mistura das tintas, quer seja na forma como dá as pinceladas. Uns pintam a natureza “morta”, outros pintam a própria vida bem vivida… O fato é que cada um tem sua preferência, que pode até coincidir com a de outrem, sem, no entanto, perder seu jeito peculiar.
Na história temos muitas telas famosas, na sua maioria só se tornaram famosas depois que seus artistas não mais estavam aqui para o merecido reconhecimento de suas obras.
Existem aqueles que pintam o “evidente”, o “comum”, sendo que o toque pessoal torna a pintura especial e o comum se torna uma raridade; já os supra-realistas (surrealistas) provocam uma impressão confusa quando a tela é observada de perto, temos que nos afastar um pouco para perceber a beleza que existe, é o fruto do inconsciente que se torna aparentemente consciente; sendo que cada um pode pintar o que lhe convém, os impressionistas deformam a forma, reformam, enformam e transformam para que cada observador possa dar a forma que quiser, a partir de seu estado emotivo provocado pela informação da obra.
Aqui, no nosso cotidiano, o que fazemos é “pintar telas”, e elas têm significados especiais para cada pessoa. São nossas “telas” que dão cores e formas para todos. Sem pintarmos, tudo não passaria de inúmeros e meros quadros brancos, não teríamos esse imenso e lindo mosaico, onde cada qual deixa sua marca nessa construção coletiva.
Não importa qual o seu estilo ou o que você pinta, o importante é pintar sem borrões, sem deixar manchas na arte de toda a humanidade. É melhor ser um bom pintor anônimo (para muitos) do que ser reconhecido por todos como aquele que arranhou a tela.

Espedito

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Uma casinha azul.


Era uma casinha azul

Que existia entre as serras

Que abrigava corações

De amizade eterna.

Tinha janelas e portas

De uma cor “esbranquecida”

Sempre cheia de alegria

De amor era aquecida.

Tinha uma linda árvore

Onde o querer florescia

Havia também uma roseira

Da cor da fantasia.

E quando surgia o luar

Da janelhinha se ouvia

O vento a cantar

Uma música qualquer

Algo que não havia.

E quando nascia o dia

A passarada gritava

E a roseira se abria

Ao sol o céu abraçava.

Em meio àquela paz

Tudo se completava.


Mas houve uma vez

Que alguém sempre estava

Todo dia a esperar

Por alguém qe ão chegava.


O campo floresceu

Para compensar a dor

Que agora existia

Substituindo o amor.


Espedito

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Desprendimento 


Uma luz fez-se surgir

Na madrugada serena e fria,

Vê-se um passo a gorjar 

Um cântico de alegria.

Uma plantinha no campo

De vermelho se coloria,

Era um botão de rosa

Que para o mundo se abria,

Desprendendo felicidade 

Que o Criador, do céu, sorria

Um sorriso de amor e paz

Que o homem não conhecia.

Espedito.

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Tu é o teu sintoma


VILLAGE

“Tu és o teu
sintoma”

Postado por Espedito

Lembro-me de um texto
psicanalítico que diz: “Tu és o teu sintoma”.

Vou adotá-lo, temporariamente, já
que os conceitos são mutáveis, como autêntico.
Existe uma relação muito forte e definitiva, sem a qual não seria possível
descrever tais estados do ser, entre a linguagem e o que se é ou se está. A
negação é um estado ou um contraditório da “verdade” que se esconde,
mas a revela.

Vi pessoas apertando o
“joguinho” maldoso e rir, dizendo: “Poxa! Que maldade!”.
Mas essas pessoas apertam num “prazer” mórbido. Existe dentro da
maioria um estado de crueldade que se tenta esconder. É o chamado verniz.
Mas, para os mais atentos, os menos desavisados sempre tendem a denotar o que
têm dentro de si, escondidinho, lá no chamado Inconsciente. Quando digo não
com veemência, na verdade, queria dizer sim.

             O combate
a determinadas práticas ruins…

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Nossa história


Hoje me pergunto por que estamos neste triste estágio de penúria. Antes eu pensava que Deus era um ser que punia, que premiava e coisa e tal. Ainda bem que pensei errado. Percebi que escrevemos nossa história ou deixamos alguém escrevê-la como quiser, aí a gente fica reclamando que o mundo está assim, está assado…
Na verdade, assados estamos, pelas nossas atitudes ou pela falta delas.
Se amar, ame verdadeiramente, mas se só vai se apaixonar e não sabe diferenciar paixão de amor, cuide-se!
Se vai acreditar em alguém, não acredite que esse alguém não poderá decepcionar você.
Se vai ter pena de si mesmo, evite as lágrimas e lamentos, parta para a solução do problema, pois ela deve existir, se não existir, não adianta choramingar.
Se quer um país onde os políticos sejam sérios, seja sério na hora de votar, do contrário vai dar treta.
Espere menos dos Governos, de Deus, das pessoas com quem você convive e faça mais por você e pelos outros. Você não evolui sozinho.
Por último, creia menos e faça mais; a crença ajuda, mas é a ação que muda a realidade.
Isso não é falta de fé, é acreditar que dinheiro não cai do céu, que amor não brota na vida real como nos romances, que a vida não é uma canção de amor, nem um lindo poema. Todos são necessários para a vida ser mais gostosa, mas não, imprescindíveis para se viver.

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